sábado, 12 de dezembro de 2015

O inicio

O inicio do movimento Rastafari

O início do movimento rastafari está muito ligado à Marcus Mosiah Garvey , que despertava ares proféticos em suas palavras na colonizada Jamaica do século XX  e em uma de suas célebres frases, profetizou: “ Olhem para a África, para a coroação de um Rei Negro, ele será o Redentor”. Dessa forma, muitos garveystas virão em Ras Tafari Makonnen (Príncipe Tafari Makonnen), coroado em 1930 como Imperador da Etiópia, e batizado pela Igreja Ortodoxa Etíope Haile Selassie I (O poder da santíssima trindade), o Rei citado por Garvey.
Marcus Garvey
A Etiópia já despertava o orgulho dos negros, por ser a única nação africana a não passar por processo de colonização, e até então nem mesmo uma batalha tinha perdido, sendo também o primeiro e único exército africano a derrotar um inimigo europeu, em recorrentes conflitos entre 1895 e 1896, com a batalha final no dia 1º de março de 1896. Assim, sendo a única nação historicamente independente, a Etiópia chegava a representar a África como um todo, era a voz para o mundo branco.
Haile Selassie, veio de uma linhagem salomônica, sendo o 225° ocupante do trono etíope, em uma dinastia que começou com Makeda, a Rainha de Sabá que ao casar com Salomão teve um filho de nome Menelik e que deu prosseguimento a história do país.
Haile Selassie e Imperatriz Menem cercado de crianças
Em 1936, H.I.M. (His Imperial Majesty) precisa exilar-se em decorrência de uma breve ocupação italiana, e dessa forma desperta a ajuda de muitos do seus seguidores, que fundam a Federação Mundial Etíope, com grande adesão de muitos rastas jamaicanos, que em 1948, recebem do Imperador um grande reconhecimento de toda ajuda com 500 acres de terra em Shashamane, onde fundam uma comunidade rasta para começar na prática a repatriação tão sonhada, tendo em James Piper e família, os primeiros colonos deste novo retorno à África.
A Chave Prometida, de Leonard Percival Howell, é um livro importantíssimo para a organização do movimento rastafari por relacionar claramente H.I.M e sua esposa, a Imperatriz Menem, igualmente coroada em 1930, como Rei Alfa e Rainha Ômega, presentes no Pergaminho da Supremacia Negra, há muito tempo proibido na Jamaica. Além de trazer exemplos claros de Babylon, como a Igreja Católica e seu papa, em benção à missão de Mussolini de invasão à Terra Sagrada em 1935.
Pinnacle – terra comprada por Leonard Howell para a construção de uma comunidade rastafari
A Holy Piby (1924) de Robert Athlyi Rogers, que consagrava o povo etíope como escolhidos de Deus e Marcus Garvey como o maior “nacionalista negro” (expressão para demarcar a defesa da nação negra, África, devolvida para seu povo), banido em diversos países caribenhos, incluindo a Jamaica, também é louvado como grande livro rasta. O Kebra Negast é um importante documento por remontar toda a história etíope, sendo a verdade bíblia para os rastas, que enxergam nela todo o sentido de construção da história almejada.
Desta forma, temos na figura de Garvey o início da consciência rasta de uma forma menos religiosa e mais consciente da autonomia do povo negro. Com Leonardo Percival Howell, o movimento começa a ganhar uma melhor organização e difusão de seus ideais na Jamaica, baseados num conceito mais religioso. A partir dessas figuras, os negros oprimidos na Jamaica passam a adquirir consciência do poder do povo negro e assim é plantada a semente Rastafari na história mundial

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